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Saúde Emocional e Psíquica: Inteligência
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sábado, 6 de agosto de 2011

Inteligência Emocional


É a capacidade que os indivíduos têm de dominar e lidar com suas emoções para desenvolver o sucesso em todos os aspectos da vida de forma que consiga ser feliz. Ela corresponde a um detalhamento das Inteligências interpessoal e intrapessoal  (vide artigo referente a Inteligências Múltiplas)

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns.
A partir da Inteligencia Interpessoal e da Inteligência Intrapessoal, Daniel Goleman, psicólogo da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, mapeou a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
 
Habilidades da Inteligência Inter-Pessoal:

·   Reconhecimento de emoções em outras pessoas (EMPATIA)
- reconhecer emoções nas outras pessoas
- habilidade de ler as mensagens não verbais
- sentir o que outro está sentindo

·   Habilidade em relacionamentos inter-pessoais (HABILIDADES SOCIAIS)
- manejar relacionamentos
- sincronia de emoções
- emoções que contagiam as pessoas

Habilidades da Inteligência Intra-Pessoal: 

·   Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre (AUTO CONSCIÊNCIA)
- Permanente atenção ao que estamos sentindo internamente.
- Monitorar suas próprias reações.
- Estar consciente ao mesmo tempo de nosso estado de espírito e de nossos pensamentos sobre esse estado de espírito.

·   Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação (AUTO GERENCIAMENTO) 
- Gerenciam bem seus sentimentos impulsivos e emoções aflitivas;
- Mantêm-se compostas, positivas e impassíveis, mesmo em momentos difíceis;
- Pensam com clareza e se mantêm concentradas sob pressão.

·   Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca (AUTO MOTIVAÇÃO)
- conter emoções e reter impulsos  para alcançar objetivos
- ser otimista frente a reações adversas
- buscar motivação dentro de si

Quociente de Inteligência (QI) e Quociente Emocional (QE)



   Os testes de inteligência surgiram na China, no séc. V, e começaram a ser usados cientificamente na França, no séc. XX.
   Em 1905, Alfred Binet e seu colega Theodore Simon, criaram a escala Binet-Simon, para medir o coeficiente de estudantes.
   Em 1912 foi introduzido o conceito de idade cronológica e idade mental por Stern,
   Stern propôs que o QI fosse determinado pela divisão da idade mental pela idade cronológica.
   Assim uma criança com idade cronológica de 10 anos e nível mental de 8 anos teria QI 0,8, porque 8 / 10 = 0,8.


Classificação (escala Lewis Terman):
   QI acima de 140: Genialidade
   120 - 140: Inteligência muito acima da média
   110 - 120: Inteligência acima da média
     90 - 110: Inteligência normal (ou média)
     80 - 90: Embotamento
     70 - 80: Limítrofe
     50 - 70: Cretino

Diferenças entre “QI” e “ser inteligente”:  Testes de QI medem o que deveria ser chamado talento para o estudo escolar, enquanto a inteligência real abarca um número bem maior de habilidades. Embora os testes de QI prevejam consistentemente o sucesso escolar, eles fracassam em indicar como será o desempenho dos estudantes quando saírem para o mundo real e ingressarem no mercado de trabalho.

Uma breve reflexão sobre  “ser inteligente” e ter um QI “alto”...
·  Os conceitos de QI e inteligência exercem um grande fascínio sobre a imaginação demilhões de pessoas.
·  Em nossa sociedade ter QI baixo ou “carecer de inteligência” é correr o risco de ser rotulado de retardado ou coisa pior.

Daniel Goleman, psicólogo da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, propõe que podemos aprender a lidar com as emoções, assim como aprendemos a lidar com a matemática e a física, tendo maior ou menor talento segundo nosso grau de Q.E. (quociente emocional).

Para ele, o conhecido Q.I. (quociente de inteligência) é insuficiente para determinar se alguém poderá ter sucesso ou não na vida, pois mede apenas algumas das funções cerebrais, especialmente a capacidade de fazer conexões lógicas e racionais.

Daniel Goleman diz que a melhor maneira de tornar as pessoas mais inteligentes emocionalmente é começar a educá-las quando ainda são crianças. Ele adverte que deve-se lembrar que ensinar inteligência emocional às crianças não significa que você não possa ser neurótico. Você apenas precisa ver o que a criança precisa, e estar lá para ela. Para Goleman, para um adulto melhorar sua própria inteligência emocional, a primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância.

Importância das Emoções

Os indivíduos hábeis em Inteligência Emocional:
   Ligam-se facilmente com as pessoas
   São exímios na interpretação de suas reações e sentimentos
   Conduzem, organizam e controlam as disputas em qualquer atividade humana
   Conhecem e honram seus próprios sentimentos e valores



Inteligências Múltiplas


Concepção ultrapassada de inteligência : Pessoas com elevado nível de inteligência lógico-matemática eram consideradas muito inteligentes e o contrário eram considerados fracassos escolares

O que é ser inteligente ?
   É a capacidade de uma pessoa aprender com novas experiências e com experiências passadas
   É a capacidade de uma pessoa solucionar problemas
   É a capacidade de uma pessoa gerar novos problemas
   É a capacidade de criar produtos que possam ser aceitos como valiosos em seu tempo.

Inteligência depende :
   Do contexto
   Das tarefas
   Das provações que a vida nos apresenta

A partir de 1983, os psicólogos Howard Gardner e Daniel Goleman da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, propuseram “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de inteligência única para o de um feixe de capacidades e passar a pensar o ser humano de uma forma integral. Para eles, inteligência é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comunitário. Assim, eles propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em diferentes competências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.

Para eles as inteligências são potenciais ou inclinações que são desenvolvidas ou não, dependendo de como são estimuladas ou do contexto cultural existente.  Assim, não se pode avaliar a inteligência em sentido estrito, pois trata-se de um complexo integrado por inclinações iniciais e oportunidades sociais.

1 - Inteligência Verbal-Linguística  : Capacidade de pensar com  palavras e de usar palavras para expressar significados, habilidade para lidar criativamente com as palavras.

2 - Inteligência  Lógico-Matemática : Capacidade de calcular, quantificar, considerar proposições hipóteses e realizar operações matemáticas, capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para raciocínio dedutivo.

3- Inteligência Visual e Espacial : Capacidade de pensar de maneiras tridimensionais, como fazem navegadores, pilotos, escultores, pintores e arquitetos, noção de espaço e direção. Envolve sensibilidade  a cores, linhas, formas, configurações e espaço; e, ainda, a relação existente entre esses elementos.

4 - Inteligência Cinestésico-Corporal : Permite que uma pessoa manipule objetos e sintonize habilidades físicas, capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis. Inteligência do ser físico; inclui o talento para controlar e corpo e “falar” através dele; possuem boa sensitividade tátil.

5 - Inteligência  Musical : Sensibilidade para sons,  ritmos, tonalidades e  melodias, capacidade de organizar sons de maneira criativa.  Capacidade de perceber, apreciar, reconhecer (e/ou criticar), produzir ritmos e melodias.

6 - Inteligência Interpessoal ou Social : Capacidade de compreender e interagir com o outro, habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro. é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.

7 - Inteligência Intrapessoal ou Intuitiva : Capacidade de auto-conhecimento.  Constrói uma percepção de si mesmo e usa esse conhecimento para direcionar sua vida, capacidade de relacionamento consigo mesmo, autoconhecimento. Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos.

8 - Inteligência  Naturalista : Capacidade de observar e reconhecer  padrões na natureza, de compreender os sistemas naturais e aqueles criados pelo homem, capacidade de uma pessoa em sentir-se um componente natural.

9  - Inteligência Espiritual ou Existencial : Envolve a capacidade de compreender questões filosóficas tais como o sentido da vida e da morte, do amor e do ódio e de se situar em relação ao cosmo. Refere-se à preocupação e formulação de perguntas sobre a vida, a morte, o universo.